Emprego das classes de palavras. Significação das

Last update by mayurcooled on 04/23/2014
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Emprego das classes de palavras. Significação das palavrasEssas conexões seriam os nossos hiperlinks cerebrais, e a Internet seria uma das formas de comunicação que mais se assemelha a nós próprios. Criador e criatura se influenciam de forma parecida. O vocábulo “se” é empregado com a mesma função nas duas ocorrências: a de marcar reciprocidade de ação.

Answer:
Errado, para ocorrer a reciprocidade, necessita-se de que haja uma ação provocada por um elemento e uma resposta a essa ação do outro elemento. Assim, no mínimo dois agentes devem estar presentes na ação. O primeiro “se” é reflexivo. Note que a comunicação assemelha alguma coisa a outra, mas alguém pode assemelhar “ele mesmo” a algo. Isso confirma a ideia reflexiva.
A segunda ocorrência do “se” realmente é de reciprocidade. Criador influencia a criatura e vice-versa.

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  • azevedo neto
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    código genético de microrganismos pode se transformar num excelente negócio no futuro. De acordo com os sentidos do texto, a troca da expressão verbal “pode se transformar” por pode vir a ser transformado mantém a correção gramatical e a voz passiva verbal.
    Certo, mas cuidado com esta questão, pois houve a passagem da voz passiva sintética para a analítica, porém esta transposição não foi exatamente a mesma, mas de expressões semelhantes semanticamente. Veja:
    1. O código... pode se transformar (voz passiva sintética)
    2. O código... pode ser transformado (voz passiva analítica)
    3. O código... pode vir a se transformar (voz passiva sintética)
    4. O código... pode vir a ser transformado (voz passiva analítica)
    Sabendo-se que as frases 1 e 3 estão na voz passiva sintética e possuem mesmo sentido; suas transposições para a voz passiva analítica (2 e 4) também possuem mesmo sentido. Por isso a troca é possível.
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    “Quando a gente não sabe resolver um problema, não é preciso lutar, nem insistir, cansar-se bobamente. Basta entregá-lo à alma,
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    Vicentina disse que quando respondeu ao Soledade já haver perdoado a mãe, ele insistiu: não perdoou, não. Mas, se eu mesma não sei disso, como vou perdoar de novo, se acho que já perdoei, ela falou. “Entregue para sua alma, ela resolve para você”. Como ele disse, aconteceu. No trecho ‘cansar-se bobamente’ (linha 2), o pronome ‘se’ indica reciprocidade.
    Errado, na realidade, o pronome “se”, neste contexto, é reflexivo. Veja que podemos entender que podemos cansar alguém, porém esse “alguém” poderia ser “nós mesmos”. Além disso, podemos substituir o “se” pelo pronome oblíquo tônico “si” e o reforço reflexivo “mesmo”: cansar a si mesmo bobamente.
  • azevedo neto
    Amanhã serão definidos os nomes do presidente da República e dos governadores de alguns estados. A substituição da expressão “serão definidos” por definir-se-ão garante a correção gramatical do período.
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  • azevedo neto
    Há bactérias que só vivem em locais onde existe petróleo. Quem identificá-las terá o mapa da mina para explorar o produto. Para que o texto respeitasse completamente as normas da língua culta
    exigidas em um relatório, atestado ou ofício, o pronome átono em “identificálas” deveria ser empregado antes do verbo: Quem as identificar.
    Vimos que o pronome interrogativo (“Quem”) é palavra atrativa, portanto a próclise é obrigatória.
  • azevedo neto
    Censurar, proibir e reprimir são atitudes antipáticas, porque geralmente são vistas pela sociedade como inimigas da liberdade
    individual, da criatividade e da verdade. A expressão, na voz passiva, “são vistas pela sociedade” corresponde à voz ativa a sociedade vê-nas, que a pode substituir sem prejudicar a correção e a coerência do texto.
    Errado, o problema não é a transposição de voz passiva analítica (são vistas) para a voz ativa (a sociedade vê ...). Veja que o verbo “vê” não termina “n”, nem sinal til (~). Por isso, não se pode adicionar “n” no pronome “as”. O correto é: a sociedade vê-as... ou ... a sociedade as vê...
  • azevedo neto
    A cidadania exige modelos econômicos que incluam a todos e existe uma demanda ativa e crescente em muitos países nesse
    sentido. Mantêm-se a coerência e a correção gramatical do texto ao se retirar a preposição do termo “a todos”.
    É natural ocorrer a preposição “a” antes do pronome indefinido “todos”, mesmo com verbo transitivo direto. Isso acontece por estilo do autor, não porque o verbo exija.
  • azevedo neto
    Os montantes investidos passaram de R$ 191 milhões em 2003 para R$ 871,6 milhões, empenhados em 2006. Também a partir do assentamento, essa família passa a participar de uma série de programas que são desenvolvidos pelo governo federal. Além de
    promover a geração de renda das famílias de trabalhadores rurais, os assentamentos da reforma agrária também contribuem para inibir a grilagem de terras públicas, combater a violência no campo e auxiliar na preservação do meio ambiente e da biodiversidade local, especialmente na região Norte do país. Na qualificação dos assentamentos, foram investidos R$ 2 bilhões em quatro anos. Os recursos foram aplicados na construção de estradas, na educação e na oferta de luz elétrica, entre outros benefícios. O governo
    também construiu ou reformou mais de 32 mil quilômetros de estradas e pontes, beneficiando diretamente 197 mil assentados. Além disso, o número de famílias assentadas beneficiadas com assistência técnica cresceu significativamente. Em 2006, esse número foi superior a 555 mil. Estão empregadas em função adjetiva as seguintes palavras do texto: “investidos” (linha 1), “aplicados” (linha 10), “beneficiando” (linha 13) e “assentados” (linha 13).
    Errado, note que esses vocábulos são gerados dos verbos “investir”, “aplicar”, “beneficiar” e “assentar”. Com a inserção da desinência de particípio “do”, esse vocábulo pode, a depender do contexto, transformar-se em adjetivo. Justamente isso foi cobrado na questão. Perceba que o particípio pode ser contextualmente trabalhado como adjetivo. Mas o verbo “beneficiando” recebeu o sufixo “ndo”; portanto não pode ser adjetivo, apenas verbo.
  • azevedo neto
    Somado aos nomeados desde 2003, o número de novos servidores passou para 1.800, o que representa um aumento de mais de 40% na força de trabalho do Instituto. O vocábulo “Somado” é forma nominal no particípio e introduz oração
    reduzida com valor condicional.
    Errado, o vocábulo “Somado” possui o sufixo “do” marcando o
    particípio. Isso quer dizer que realmente há uma oração reduzida de particípio; mas o problema é que não há valor de condição, mas tempo ou até causa . Veja:
    Depois que foi somado aos nomeados desde 2003...
    Porque foi somado aos nomeados desde 2003...
  • azevedo neto
    Essa nova forma de ver a mobilidade deve promover o reordenamento dos espaços e das atividades urbanas, de forma a reduzir as necessidades de deslocamento motorizado e seus custos e construir espaços e tempos sociais em que se preserve, defenda e promova a qualidade do ambiente natural e os patrimônios históricos, culturais e artísticos das cidades e dos bairros antigos. A expressão “de forma a reduzir” poderia ser substituída pela forma verbal reduzindo sem prejuízo para o sentido e a correção gramatical do período sintático em que ocorre.
    Errado, não se pode substituir a expressão “de forma a reduzir” por reduzindo, tendo em vista que esta oração é coordenada à segunda “construir espaços e tempos sociais”, a qual também, por paralelismo, encontra-se iniciada por verbo no infinitivo. O uso de gerúndio em “reduzindo” forçaria o uso de gerúndio também em “construindo”. Veja:
    ...de forma a reduzir as necessidades de deslocamento motorizado e seus custos e construir espaços e tempos sociais...
    ... reduzindo as necessidades de deslocamento motorizado e seus custos e construindo espaços e tempos sociais...
  • azevedo neto
    As eleições no Brasil mobilizam os veículos de informação também pelo anedotário que produzem. Curiosamente, a presença crescente de indígenas no processo eleitoral nos é transmitida exatamente nesse registro. De certo modo, a participação dos indígenas na disputa por vagas nos Poderes Legislativo e Executivo é apresentada no mesmo tom de estranheza com que
    o jornalismo brasileiro descreve xinguanos paramentados com sandálias havaianas e calções adidas. É como se a candidatura indígena selasse, solenemente, a inexorável aculturação.
    Para além desse anedotário há, de fato, muito que refletirmos. Afinal, os mais diversos povos indígenas estão lidando com as grandes instituições da sociedade branca e com processos políticos pertencentes a uma gramática social e simbólica que lhes é absolutamente estranha, ao menos na maneira
    como estamos acostumados a pensar. A começar pela representação política, que envolve, no mínimo, premissas e categorias mentais muito distintas dos modos nativos de fazer política. A política, que em muitas formulações nativas atravessa a vida social de maneira ampla, articulando-se simultaneamente às regras do parentesco, ao complexo ritual e religioso, ao discurso cosmológico, passa então a circular em uma ordem específica, a ordem política, regida por uma racionalidade burocrática e fundamentada em valores que se pretendem universalmente
    válidos. Formas tradicionais de liderança política — como, por exemplo, a assumida pelo sábio ancião, com sua oratória sensível, seu zelo pela reatualização permanente do legado mitológico e da tradição, seu prestígio guerreiro — cedem lugar para uma nova forma de liderança, dessa vez protagonizada por jovens talentosos, escolarizados, falantes do português,
    minimamente conhecedores dos códigos e peculiaridades do mundo dos brancos. A locução verbal “estão lidando” poderia ser substituída pela forma verbal lidam, sem prejuízo da correção gramatical ou do sentido do texto.
    Errado, esta foi uma pegadinha! Dependeu muito do contexto, porque normalmente isso seria possível. Note que o texto abarca a presença crescente de indígenas no processo eleitoral de maneira curiosa, estranha, mostrando a comicidade advinda dos paramentos dos xinguanos. Tudo isso nos prova algo diferente do que a cultura branca está acostumada. Assim foi dito que “os mais diversos povos indígenas estão lidando com as grandes instituições da sociedade branca“. Isso não é o natural, segundo as concepções e registros históricos dos brancos. Por isso a autor usou a locução verbal “estão lidando”, pois esta locução transmite uma idéia continuada em tempo específico (atualmente),
    contrapondo-se naturalmente ao que era as candidaturas ao longo da história. Se o autor quisesse mostrar que esse convívio entre os hábitos indígenas e os do branco eram normais ao longo da história, com certeza, preferiria usar o verbo no presente “lidam”.
    Assim, a substituição da locução verbal “estão lidando” por “lidam”, neste contexto mudaria o sentido e a argumentação do texto.
  • azevedo neto
    O mundo tem gerado excepcionais avanços tecnológicos nas últimas décadas e aumentado drasticamente sua capacidade
    de produzir bens e serviços. A expressão “nas últimas décadas” permite a substituição de “tem gerado” por gerou, sem prejudicar a coerência ou a correção gramatical do texto, apesar de alterar as relações semânticas entre as ideias.
    Errado, note que “tem gerado” está no tempo pretérito perfeito
    composto, visto acima. Pelo contexto e principalmente pela locução adverbial de tempo “nas últimas décadas”, haveria a possibilidade da substituição desse tempo pelo pretérito perfeito simples (“gerou”). O problema é que há uma estrutura coordenada, com duas locuções verbais “tem gerado ... e (tem) aumentado...”. Note que a última locução verbal possui o verbo auxiliar “tem”
    subentendido, pois este se encontra explícito na locução anterior. Por isso, não se pode realizar tal substituição.